Arthur estava na sala quando Helena chegou. Ele não trabalhava, não lia, não falava ao telefone, apenas andava de um lado para o outro, como alguém que tentava conter uma tempestade dentro do próprio corpo. Quando a viu, parou.
— Você falou com a Sofia. — ele disse, não era pergunta.
Helena assentiu.
— Precisávamos.
— Ela está com medo, não está? — perguntou, respirando fundo.
— Muito. — respondeu, se aproximando.
Sentaram-se um de frente para o outro, separados por uma distância pequena demais