Reconstruir não começou com grandes gestos, começou com manhãs simples.
Helena acordou cedo no primeiro dia e ficou alguns minutos parada na cozinha, observando a luz entrar pela janela. Não preparou o café imediatamente. Apenas respirou, como se estivesse reaprendendo o espaço — não como alguém que pertence, mas como alguém que escolhe estar.
Arthur surgiu pouco depois, ainda sonolento.
— Dormiu bem? — perguntou.
— Dormi. — respondeu, tranquila — Diferente.
— Também senti isso. — ele disse, so