O consultório tinha cheiro de limpeza e silêncio.
Helena estava sentada ao lado de Arthur, os dedos entrelaçados aos dele com uma firmeza que denunciava mais nervosismo do que ela gostaria de admitir. A televisão na parede exibia imagens sem som, uma revista aberta repousava esquecida em seu colo, mas ela não conseguia ler uma única linha. O coração batia alto demais.
Arthur, ao contrário do que demonstrava no carro, estava quieto agora, observador. Os ombros firmes, mas o polegar acariciando d