A caneta desliza sobre o papel com um ruído surdo, final. Um risco de tinta azul, meu nome, sob a linha que diz “Parte Contratante B”. Não é uma assinatura, é uma cicatriz. O som do metal do corpo da caneta batendo na mesa ecoa na sala silenciosa, um ponto final no mundo que eu conhecia.
Dante pega o documento. Seus olhos percorrem a minha assinatura, como um perito avaliando a autenticidade de uma nota falsa. Ele não sorri. Não acena. Apenas pega sua própria caneta — uma peça de prata gravada