O som do silêncio na mansão é diferente. Não é a falta de barulho, mas a absorção de todos os ruídos pelos tapetes grossos, pelas paredes altas, pelo vazio de uma casa feita para impressão, não para vida. Meu primeiro despertar aqui é confuso. Por segundos, não sei onde estou. A luz filtrada pelas persianas de um cinza-claro cai sobre um teto que não é o meu, sobre móveis que não reconheço. Então, a memória retorna, pesada e completa: o contrato, a assinatura, o sol amarelo no desenho de Meliss