A confissão de Viktor ainda ressoa na minha mente, um eco venenoso. “Os fracos morrem, a medicina é para os fortes.” O beijo no carro, o primeiro beijo verdadeiro, parece agora um frágil oásis em um deserto ainda fumegante. Derrotamos o monstro, mas o terreno minado que ele deixou para trás ainda está sob os nossos pés.
Dentro da mansão, o ambiente é de alívio tenso. Leandro e seus homens mantêm a vigilância, mas o inimigo declarado está contido em seu escritório, esperando pela queda que ele sabe ser inevitável. A notícia do confronto e da iminente ação da PF deve tê-lo alcançado, Viktor está quieto, quieto até demais.
Melissa sente a mudança, ela não procura mais o envelope no bolso, ele se tornou parte dela, um amuleto silencioso, mas seus olhos, sempre tão vigilantes, agora se fixam em pontos específicos da casa: o vão da escada, a porta do escritório de Dante, a entrada da ala leste... É como se estivesse recalculando um mapa interior, riscando a figura do “homem do barulho” e pr