SAVANNAH
Estou sentada na cama do quarto que agora também é da minha filha, dobrando roupinhas minúsculas com um cuidado quase cerimonial. Cada peça passa pelas minhas mãos como uma promessa. Bodies de algodão, meias que cabem na palma da mão, um vestidinho amarelo que a Rose comprou chorando, dizendo que “não conseguiu resistir”.
Tudo foi presente.
Dos tios babados.
Da avó babada.
De gente que já ama essa menina antes mesmo de a conhecer.
Passo a mão pela barriga de leve, sentindo aquele peso