A fuga pelas cristas da Serra do Espinhaço levou a família a um dos pontos mais remotos do relevo mineiro. Exaustos e sob o frio cortante da altitude, eles buscavam um abrigo que os sensores térmicos dos satélites não pudessem penetrar. Foi Leo quem parou, encostando a palma da mão em um paredão de quartzito que parecia sólido.
— "Aqui tem um buraco que respira," — disse o menino, seus olhos fixos na rocha.
Ele pressionou um ponto específico, e a vibração de sua voz pareceu soltar uma fenda c