Eliza então entregou uma caixa menor, envolta em seda azul.
— Este não é um presente de cozinha. É algo da nossa "época de guerra".
Dentro da caixa, havia um pingente de cristal bruto montado em ouro.
— É um fragmento do cristal que o Gabriel usou na sua primeira cirurgia assistida por mim — explicou Eliza. — Ele contém a mesma energia estável que nos salvou. É para você usar no dia do casamento. Para lembrar que, não importa o quão escuro o mundo pareça lá fora, você agora tem uma luz própria.
A tarde caiu lentamente, tingindo o céu de rosa e dourado. As mulheres riram de histórias do passado — as trapalhadas de Eliza no início da carreira, as gafes de Otávio tentando ser romântico e a nova fase de Maya.
Quando os homens voltaram da pescaria, com Arthur sujo de barro e rindo alto, encontraram as quatro mulheres abraçadas na varanda. Gabriel parou à distância, observando Eliza. Ela parecia tão em paz, tão radiante, que ele sentiu aquele aperto familiar de adoração no peito.
Ele