O relógio marcava 8h30 da manhã quando Caio estacionou o carro preto em frente a um edifício discreto no Setor Judiciário Sul, em Brasília. A estrutura cinza, sem identificação aparente, era uma das muitas instalações do Ministério Público Federal usadas para reuniões confidenciais. Nenhum repórter, nenhum segurança visível — apenas a sombra da burocracia pairando no ar.
Júlia olhou para o prédio com um misto de ansiedade e determinação.
— Acha que podemos confiar nesse promotor? — ela pergunto