Dois dias depois
Marcos
Estou no carro com minha filha, a Vívian, enquanto seguimos para a mansão de um homem que, se o mundo fosse justo, nunca teria alcançado o poder. Ele renunciou hoje cedo, chorando na televisão, alegando que precisava “proteger a família” e “repensar suas escolhas de vida”. Palhaçada. Sabemos exatamente o que ele é, mais um nojento que lucra com a dor de inocentes.
— Está pronta? — pergunto, observando Vívian pelo retrovisor.
Ela, sentada no banco de trás, verifica o pent