Ramiro
A noite em Brasília está tão quieta que chega a ser inquietante. Eu olho para o espelho do banheiro, ajeitando a gola da minha camisa preta, e vejo o reflexo de um homem que, apesar dos anos, não perdeu a forma. Corpo firme, esculpido por uma rotina que não tolera desculpas, treinos diários, disciplina e alimentação regrada. Mas a verdade é que eu não suporto essa calmaria. Ela me devora por dentro. Por isso decido, hoje vou trabalhar na boate Luxor.
Pego meu celular e mando uma mensagem