Rafael
A primeira coisa que me lembro é da dor. Não é uma dor física, mas algo mais profundo, como uma ferida invisível. Acordei ontem, mas o mundo não parece real, parece uma névoa. Como se eu tivesse sido arrancado de um lugar onde tudo fazia sentido para ser colocado aqui, neste quarto de hospital, cercado por monitores e sussurros. Eu deveria estar feliz por estar vivo, por estar de volta, mas a sensação que predomina em mim é a de estar vagando, perdido, sem saber onde estou ou como chegue