Dom apertou Aninha contra o peito, aguardando a resposta de Marvila, que o observava com uma serenidade que ele achou suspeita.
— O que está acontecendo? — repetiu ele, com a voz firme, mas baixa.
Marvila respirou fundo. Ela não podia usar as palavras de Dayenne, nem as suas, que revelariam a carta. Ela precisava falar a língua dele: a da autossabotagem.
— Você está confuso, Dom. — respondeu ela, voltando a olhar para a televisão, como se estivesse a comentar um noticiário.
— Eu sei o que está