Celeste
Recebi uma carta anônima mais cedo.
Olho para o enorme jardim debaixo.
Vejo esculturas lá.
Aliso o batente da janela.
Sinto aquela vontade de ler o conteúdo da carta.
Abro o papel já amarelado que trago, junto ao peito.
‘ Minha Estrela.
Sinto que você se casou, entregou-se a outro macho que não seja eu.
Sabia que sempre estarei à sua espera.
Não importa o quanto custe, ainda vou ter-la novamente.’
Engulo em seco, sentindo o nó em minha garganta se formar.
A porta é aberta sem cerimônia