Fellipo saiu do bordel com os punhos cerrados, o peito arfando de raiva. O cheiro do cigarro barato e do perfume enjoativo das mulheres ainda grudava na roupa, como se quisesse esfregar na cara dele o quão quebrado ele estava.
Ele subiu na moto e arrancou pelas ruas escuras, o ronco do motor abafando os gritos das mulheres assustadas que ainda tentavam se recompor do surto dele. A cada curva, ele acelerava mais, o vento cortando sua pele como navalhas.
Ele queria se sentir vivo.
Queria sentir