Capítulo Trinta e sete

Lunael Voss

O coração de Lunael e a parte de Scarlett bateram em um único som dentro de mim.

E, pela primeira vez, senti que não precisava lutar contra isso.

Olhei para Lucian, com ternura e firmeza. — Talvez eu precise ouvir o que ela tem a dizer.

Ele desviou o olhar, a mandíbula tensa. — Então que seja breve. A lua não perdoa quem mexe com o que já devia estar enterrado.

Séfora apenas sorriu, triste, e estendeu a mão.

— Nem todas as sepulturas são de pedra, Lucian. Algumas vivem dentro de nós.

Quando toquei a mão dela, uma corrente de lembranças me atravessou:

risos, sangue, amor, perda, e o rosto de Dimitri não o homem frio de agora, mas o que sorria para Scarlett antes de tudo ruir.

As lágrimas vieram sem permissão.

— Eu lembro — sussurrei. — Eu lembro de tudo.

Lucian se afastou, os olhos dourados em brasa.

Séfora apertou minhas mãos, sorrindo com ternura e dor. — Então ela nunca morreu.

E naquele instante, o vento soprou forte, fazendo o colar em minha m
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