(ELIRA)
A primeira coisa que percebi quando acordei foi a luz.
Branca.
Suave.
Entrando pela janela em faixas estreitas e silenciosas.
Por alguns segundos, eu não me movi. Fiquei apenas olhando para o teto de madeira clara acima de mim, tentando me lembrar de onde estava.
Não consegui.
Isso ainda acontecia.
Toda vez que eu despertava, havia um instante de vazio absoluto antes de a realidade se reorganizar ao meu redor.
Aurora.
Meu quarto.
A varanda.
O cheiro de pinho.
O