O silêncio que se seguiu foi pior do que qualquer grito.A clareira inteira parecia suspensa no tempo, como se até a floresta tivesse prendido a respiração. O círculo sagrado, antes cheio de cânticos e movimento, agora era um espaço de expectativa pesada, quase sufocante.Eu ainda estava ali.No centro.Exposta.Meu coração batia tão forte que doía. Cada pulsação ecoava no meu ouvido, misturada ao som distante do vento passando entre as árvores. A Lua Sombria brilhava acima de nós, imensa e cruel, iluminando cada rosto voltado para mim — alguns curiosos, outros desconfiados, muitos julgadores.Eu quis recuar.Quis correr.Quis desaparecer.Mas meus pés não se moviam.O vínculo pulsava dentro de mim como uma ferida aberta. Não era completo, eu sentia isso. Faltava algo. Como se estivesse quebrado antes mesmo de nascer. Ainda assim, era forte o suficiente para me fazer tremer inteira.Ergui o olhar devagar.Kael Blackfang estava a poucos passos de mim.Ele parecia uma estátua esculpida
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