(ELIRA)
A lua estava alta quando eu finalmente parei de fugir.
Não dos outros.
De mim.
Aurora ainda respirava devagar, como se cada parte do território estivesse reaprendendo a existir depois do colapso. O silêncio já não era tão pesado quanto antes… mas também não era leve.
Era… honesto.
Como tudo dentro de mim agora.
Eu caminhei sem destino até parar no limite da clareira central. O mesmo lugar onde tudo começou a ruir… e onde tudo terminou.
Ou quase.
O vento tocou meu rosto suavemente.
Frio.