O silêncio que se seguiu ao beijo punitivo era denso. Lorenzo a encarava, a respiração pesada chocando-se contra o rosto de Antonella. Ele viu o medo nos olhos dela, mas também viu uma entrega que o desarmou. A raiva que ele sentia — por ela ter se exposto aos sócios, por ele não conseguir controlá-la — começou a se transformar em uma luxúria sombria e protetora.
— Você quer que eu mostre o monstro, Antonella? — ele rosnou, a voz vibrando no peito dela. — Mas o monstro sabe que você é de vidro.