O quarto estava mergulhado numa penumbra aconchegante, com as cortinas filtrando a luz do fim de tarde em tons dourados e quentes. Luna ainda estava sentada sobre Leonel, o corpo dele tão próximo, tão vivo sob suas mãos que era difícil acreditar que, há poucas horas, ele tinha enfrentado a morte em um galpão frio e ameaçador.
Os dedos de Luna traçavam cada linha do rosto dele, ainda marcado pelo conflito, e seus olhos brilhavam com a mistura de alívio e desejo que só um amor tão intenso podia c