O vento frio da madrugada faz os vidros das janelas chacoalharem, e eu acordo com a sensação de que o quarto está grande demais. Não demora nem um segundo para minha mão procurar Niccolai por instinto e perceber que o lado dele na cama está vazio. De novo.
Fico encarando o teto escuro por segundos, escutando o silêncio da casa, que parece estar me observando de volta enquanto a luz da lua atravessa os vitrais coloridos e dança nos cantos do quarto.
Tem sido assim nos últimos dias. Niccolai che