Meu Deus, ele realmente me marcou.
Estou tão perplexa que não consigo reagir. Sei que a minha boca está aberta, mas as palavras estão emboladas na garganta.
O cretino… me marcou.
Vozes surgem perto e entendo que dois homens são acompanhados por Selina até a sala de estar, para onde Niccolai segue agora.
Levo uma mão ao peito, a respiração ofegante enquanto tento conter o que não quer ser contido: é a minha loba. Uivando pela marcação.
Mas eu… eu estou tremendo com um ódio que atravessa minha carne e vibra até nos ossos.
Então, não perco tempo, pego a maior faca na mesa e sigo na direção dos três. Os dois visitantes sorriem e falam alto, mas a minha mente não absorve nada do que eles dizem. Só sinto um tambor pulsando nas paredes da minha cabeça, nas têmporas, no pescoço — é o meu coração.
Metais comuns não matam licanos, eu sei, mas por essa noite, retalhar o rosto desse maldito vai bastar.
Invado a sala a passos largos e, enquanto Niccolai ainda está de costas para mim, coloco t