Niccolai entra no escritório primeiro, os passos agressivos, e eu vou logo atrás, fechando a porta devagar.
Por segundos, o silêncio entre nós chega a me pinicar, como alfinetes espalhados pelo meu corpo, enquanto ele caminha até a mesa e se senta na cadeira, com a postura de autoridade de sempre.
Mas eu continuo de pé, longe, encostada na estante de livros, de frente para ele.
Então… seu olhar encontra o meu e para ali. E por um instante longo, nós dois só nos avaliamos.
— Eu nunca disse pa