Paolo voltou devagar. Não foi um despertar brusco, desses em que o corpo salta da cama. Primeiro veio a dor.
Um peso fundo no peito, um latejar na cabeça, o incômodo de alguma coisa incomodando o braço, acessos, agulhas, tubos. Depois veio o som, um apito constante, o sussurro distante de vozes, passos de borracha no chão.
Abriu os olhos. Teto branco. Luz fria. Cheiro de hospital. Já tinha estado ali antes. Já tinha acordado em lugar assim sem saber nem o próprio querer. Mas, dessa vez, algo e