Donatella
O sol lentamente desaparecia atrás dos prédios altos do Leblon, deixando uma sombra comprida em minha varanda. Eu, sentada sozinha naquela poltrona macia que Raphael havia comprado quando estava aqui no Brasil antes de ir para Palermo, observava em silêncio a cidade acender suas luzes, indiferente à minha solidão.
Raphael. Apenas a lembrança de seu nome me causava uma dor profunda e familiar. Eu havia me acostumado com sua ausência, como alguém se acostuma a um frio constante ou a uma