DOMINICK
"Antes de reencontrá-la"
Meu ombro queimava. O cheiro de sangue seco misturado ao suor era a única coisa que me fazia lembrar que eu ainda estava vivo. Ainda respirava, mesmo que a cada inspiração eu sentisse a dor me rasgar por dentro. Eu já não sabia há quantos dias estava naquele buraco, escondido como um rato.
A vingança tinha dado errado.
Hugo estava morto.
A voz da mulher ao telefone ainda ecoava na minha cabeça, repetindo as palavras como uma maldita sentença:
— Mar