POV ZOE
A mansão estava mais acesa do que na noite anterior. Ainda não era tarde. O céu escurecia devagar, e a casa parecia viva daquela forma calma que começa a me assustar menos a cada dia.
Entrei.
Lira estava sentada à mesa, com um babador torto no pescoço e uma tigelinha de sopa diante de si. Flora ocupava a cabeceira com a autoridade de sempre, e Raul estava ali também.
Sentado.
À mesa.
Com a manga da camisa dobrada até o antebraço e um copo de água ao lado do prato.
Minha filha me viu pri