POV ZOE
No fim do expediente, eu já estava cansada o suficiente para não querer pensar.
O que, claro, significava que a vida ia me obrigar a fazer exatamente isso.
Saí pelos fundos do Napolitano esperando o mesmo de sempre: o carro parado mais adiante, o motorista me esperando e o resto do caminho mergulhado naquele silêncio torto que Raul parecia usar como se fosse língua oficial.
Eu tinha até me permitido acreditar que, depois de ele voltar para a empresa, talvez eu voltasse a ter paz.
Não ti