POV RAUL
A porta do quarto dela bateu e o corredor inteiro ficou em silêncio.
Eu continuei parado no mesmo lugar.
Sem me mexer.
Sem respirar direito.
Sem saber em que exato segundo a discussão virou beijo, e o beijo virou aquilo — aquela coisa intensa, absurda, sem freio, sem contrato, sem desculpa, sem nada além da minha boca na dela e da clara noção de que eu tinha cruzado uma linha que, até cinco minutos antes, ainda fingia existir.
Passei a mão pelo rosto.
Depois pela boca.
Maledizione.
Por