Mundo de ficçãoIniciar sessãoO consultório tinha cheiro de álcool e silêncio.
Eu estava sentada na cadeira de plástico, mãos cruzadas no colo, encarando um cartaz sobre saúde feminina que parecia zombar de mim. Miguel andava de um lado para o outro, inquieto, parando apenas para me olhar como se quisesse confirmar que eu ainda estava ali.— Você quer que eu entre com você? — perguntou pela terceira vez.— Não — respondi. — Ainda não.Ele assentiu, respeitando, mas o olhar carregava preocupação demais para






