Mundo de ficçãoIniciar sessãoO silêncio do consultório tinha um peso estranho.
Não era paz.Era expectativa.O relógio na parede marcava cada segundo com um estalo seco, quase provocador. Eu sentia o coração bater em descompasso, como se tentasse acompanhar aquele som artificial. Miguel estava sentado ao meu lado, o joelho inquieto, os dedos entrelaçados com os meus.— Você está pálida — ele murmurou.— Eu não dormi — respondi. — Minha cabeça não desligou.Nem meu corpo.Desde a noite anterior






