Eduardo caminhou pelas ruas sem saber ao certo para onde ia. O mundo parecia embaçado, os sons abafados, como se algo dentro dele tivesse desligado. Suas mãos tremiam um pouco enquanto ele relia a última mensagem de Jinx no celular, aquela que ela mandara antes do encontro:
"Boa sorte. Te amo."
Como seria contar tudo agora? Como traduzir em palavras o que ainda soava absurdo até para ele? Um filho. De quase onze anos. Um filho seu.
Quando chegou em casa, abriu a porta devagar, como se o silênci