Lucas encostou-se ao carro, braços cruzados, o olhar fixo em Adônis, que estava sentado, afundado, no banco do passageiro, com a cabeça apoiada na janela. O homem estava um desastre, grunhindo e gemendo como um animal ferido, as palavras saindo de seus lábios em confissões entrecortadas.
— Sou um idiota... — murmurou Adônis, fechando os olhos com força. Seus dedos cravaram-se nas têmporas, a respiração ofegante. — Meu Deus, eu ia me casar daqui a alguns meses. Casado.
Sua voz falhou na última p