Marcelo
O espelho do quarto parecia me provocar. A gravata se torcia, desafiando meus dedos trêmulos, enquanto meu estômago fazia acrobacias. Hoje era o dia. Renata, com aquele sorriso que me desarma. Lara, com seus cachos e o ursinho “Rafa”. Minha família, pra sempre.
Pensei na praça, três meses atrás, quando Renata disse “sim” com lágrimas nos olhos. Agora, aqui estava eu, tentando não surtar. Ajustei o colarinho, o nervosismo pulsando, quando a porta se abriu.
— E aí, maninho, como tá? — Vit