Marcelo
Sábado, e o carro deslizava por São Paulo, a noite lá fora tão viva quanto meu peito. Renata, ao meu lado, no vestido azul que abraçava cada curva, trazia as rosas na memória — as dela, as de Lara, o ursinho que fez a menina dançar. Queria que ela soubesse que era tudo ou nada. Parei o carro e abri o porta-luvas, pegando a caixinha de veludo que comprei hoje, o coração acelerado.
— Renata — comecei, a voz rouca. — Quero que você brilhe esta noite. — Abri a caixinha, mostrando a pulseira