Leornado
Anna dormia nos meus braços, com o corpo relaxado contra o meu e a respiração lenta e regular ecoando no silêncio do quarto. A cabeça dela repousava exatamente sobre o meu peito, no ponto em que o coração batia mais forte, como se procurasse, mesmo no sono, o ritmo que a acalmava. O cabelo solto espalhava-se sobre o travesseiro em uma cascata escura e desordenada, alguns fios colando-se à pele úmida da testa e da nuca. A luz fraca que entrava pela varanda, filtrada pelas cortinas entre