Anna
Acordei com o som da porta se abrindo enquanto a luz do amanhecer entrava pelas cortinas entreabertas, tingindo o quarto de tons suaves de rosa e dourado. Leornado entrou com o corpo ainda úmido de suor e a camiseta colada ao peito, exibindo o cabelo bagunçado da corrida matinal; ele parou ao me ver acordada, fazendo com que nossos olhos se encontrassem por um segundo.
Sorri sem graça para ele.
— Bom dia — falei, com a voz ainda rouca do sono.
— Bom dia — respondeu ele de forma seca, sem