Marcelo
Sábado parecia um teste de paciência, como se o universo tivesse travado o relógio só pra me provocar. 14h30, meu apartamento em São Paulo, a luz da tarde filtrada pelas persianas, desenhando listras no chão de madeira. O silêncio era quebrado só pelo tic-tac de um relógio que eu nem sabia que tinha. Renata ocupava cada canto da minha cabeça. Amanhã, 19h, era a gala da Fundação Esperança, e ela ainda não tinha dito se iria. O bilhete que deixei na quarta — rabiscado num impulso, “Por fa