Renata
O táxi sacolejava pelas ruas de São Paulo, o neon dos postes piscando como se zombasse da bagunça na minha cabeça. Encostei a testa no vidro frio, tentando esfriar o calor que ainda queimava no meu corpo. Meu Deus, Renata, o que você fez? A cena no escritório de Marcelo rodava em looping: as mãos dele na minha cintura, o beijo que era mais uma tempestade, o jeito que ele gemeu meu nome como se eu fosse a única coisa no mundo. Cinco anos de “sim, senhor”, de engolir o orgulho e dançar con