Marcelo
O barulho do aeroporto de Congonhas zumbia nos meus ouvidos, mas eu mal registrava. Minha mente estava presa na noite passada — o cheiro de queijo derretido da pizza, o som da risada de Renata quando mencionei Crepúsculo, o calor inesperado do ombro dela sob meus dedos quando ajeitei sua blusa. Você tá brincando com fogo, Marcelo. Subi no avião atrás dela, o corredor estreito forçando nossos ombros a se roçarem, e sentei ao lado, o assento quente e apertado. Quando ela ajustou o cinto,