Mundo de ficçãoIniciar sessãoMeu primeiro dia foi caótico.
Entrei justamente no dia em que a empresa estava se preparando para uma auditoria. Papéis e pastas para todos os lados. Eu mal havia chegado e já recebi uma lista enorme de coisas que precisava localizar e apresentar. Foi uma correria tão grande que quase perdi o horário do almoço. Quando finalmente consegui descer, faltavam apenas vinte minutos para o fim do intervalo. O refeitório era muito agradável e servia uma refeição sofisticada e nutritiva. Fiquei empolgada por não precisar sair do prédio para almoçar. Quando voltei, a correria continuou até o final do expediente. Entreguei todos os meus “achados” para a coordenadora e achei que finalmente poderia ir para casa. Mas, para minha surpresa, ela ainda tinha mais algumas coisas que precisavam ser localizadas antes de eu ir embora. Hora extra no meu primeiro dia. Que alegria. Meu expediente deveria ter terminado às dezessete horas, mas só saí às vinte. Pelo menos eu não estava sozinha — todo o setor estava fazendo hora extra para garantir que, no dia seguinte, a auditoria corresse bem. No dia seguinte, a loucura foi quase tão grande quanto no anterior. Conforme os auditores avançavam, pediam cada vez mais documentos, e ficávamos de prontidão para atendê-los. Minha sala ficava no trigésimo quarto andar, e a sala destinada à auditoria era no quadragésimo, na principal sala de reuniões. Por isso, recebemos autorização para usar um dos elevadores privativos. Foi então que, para minha surpresa, dei de cara com o "homem lindo". Eu e a coordenadora Ana estávamos descendo quando a porta do elevador se abriu e ele fez um sinal com a mão para entrarmos. Ana hesitou por um segundo, mas entrou, pois estávamos com pressa. — Bom dia, senhor André. Como vai? {Ana} — Muito bem, obrigado. — E como estamos nos saindo com os auditores? {André} — Estamos indo bem. — Eles estão pedindo um período maior do que o esperado, mas estamos preparados para atendê-los. {Ana} Ana respondeu de forma visivelmente nervosa. Enquanto isso, ele olhou para mim, e ela se apressou em fazer a apresentação. — Essa é a Samantha, a nova assistente financeira. — Samantha, este é o nosso CEO, senhor André Atxer. {Ana} — Muito prazer, senhor Atxer. — Bom vê-lo novamente. {Samantha} Respondi com um sorriso um pouco aberto demais para uma simples apresentação. O elevador parou no nosso andar e, enquanto ele segurava a porta para sairmos, respondeu: — Samantha, não é? — Prazer em revê-la. — E, mais uma vez, seja bem-vinda. {André} Dessa vez, ele abriu um sorriso completo — sedutor, encantador, de tirar o fôlego. Meu coração acelerou e senti meu rosto esquentar. O que era aquilo que eu estava sentindo? Por que eu ficava tão desconcertada com a simples gentileza dele? Enquanto eu ainda estava perdida nesses pensamentos, a voz da Ana me puxou de volta à realidade. Ela me olhava com um semblante surpreso. — Samantha, de onde você conhece o CEO? {Ana} — Bom… eu… é que… — No meu primeiro dia, sem querer, entrei no elevador privativo. — Ele gentilmente liberou para eu subir. — Depois, quando estava indo embora, nos encontramos novamente e eu me desculpei pelo erro. {Samantha} Falei apressada, lembrando da bronca que havia levado da atendente naquele dia. — Isso é novidade. — Bom, ainda bem que você teve a oportunidade de se desculpar. — Normalmente, só usamos esses elevadores em casos extremos, como hoje. — E ele não te tratou mal em nenhum momento? {Ana} — Não. — Ele foi educado, como agora. — Por quê? {Samantha} Perguntei, estranhando o comentário. — Não, nada. — Vamos, o pessoal já está esperando. {Ana} Ela encerrou o assunto quando mais três funcionários se aproximaram com caixas. Apresentou rapidamente o crachá específico para liberar o elevador e seguimos apressadas.






