06 - Meu CEO Encantador

No final do expediente, enquanto ia para casa de metrô, abri o aplicativo de livros e recebi uma sugestão para ler “Meu CEO Encantador”. Não tive como não me lembrar do Sr. André Atxer e, ali mesmo, iniciei a leitura.

Logo nas primeiras páginas, o livro apresentava o CEO como um homem lindo, alto, forte, imponente, rico e poderoso — geralmente arrogante e prepotente. Na minha opinião, apenas os primeiros adjetivos serviam para definir o Sr. André, porque, pelo pouco que vi, ele não tinha nada de arrogante ou prepotente. Mas, para ser justa, tive pouca ou quase nenhuma interação com ele para realmente conhecê-lo.

"Samantha, pare de pensar nele", disse a mim mesma em silêncio, fechando os olhos com força e sacudindo a cabeça, como se isso pudesse expulsar os pensamentos.

Estava achando uma péssima ideia ler um livro com um CEO como personagem. Fechei o livro e procurei outro no app, dessa vez sobre um mafioso. Porém, parecia que todos esses personagens também eram altos, lindos e fortes, e minha imaginação insistia em colocar o rosto do Sr. André neles.

O que eu estava fazendo?

Quando foi que esse homem tomou conta da minha mente, a ponto de eu não conseguir nem imaginar personagens em paz?

Depois de um momento de frustração, desisti de ler e coloquei uma música para distrair.

Não queria continuar pensando naqueles olhos azuis…

ah, aqueles olhos.

Pelo amor de Deus.

Quando cheguei em casa, arrumei as coisas e me preparei para dormir. Como sempre leio antes de deitar, fui obrigada a voltar para o livro que havia começado antes de conhecer o bendito CEO.

Para aquele personagem, eu já tinha um rosto definido na imaginação — além disso, ele era professor — o que me ajudaria a não pensar em "ninguém".

— Samantha, né?

- Muito prazer em te conhecer.

- Gostaria de almoçar comigo hoje? {André}

— Almoço? Bom, não posso ir, estou atolada com os documentos que preciso encontrar.

De repente, ele segurou minhas mãos e se aproximou tanto que dava para sentir sua respiração e…

Acordei assustada. O despertador estava alto e irritante, como sempre.

O que estava acontecendo?

Por que eu estava sonhando com ele?

Isso não podia estar acontecendo.

Irritada e confusa, me levantei para me arrumar. Não podia me atrasar.

O restante da semana passou rápido.

Fomos aprovados com louvor na auditoria, o que deixou Ana de ótimo humor.

Aprendi muitas coisas e conheci pessoas interessantes: Lúcia, do DP; Bia, da contabilidade; e Sérgio, assistente de um diretor. Cada um de um setor diferente, mas, por algum motivo, me “acolheram” à mesa deles no refeitório.

Trabalhavam na empresa há muitos anos e conheciam tudo e todos. Foi um ótimo achado, já que eu estava adorando aprender mais sobre a empresa.

— Olha lá, aquele é o Davi, assistente do CEO. Ele quase nunca almoça com a gente. Está sempre com o chefão, então é raro vê-lo por aqui nesse horário. {Bia}

— Ele é tão gato. {Lúcia}

— Aí, não começa, Lu. Você suspira, mas nunca toma iniciativa. {Sérgio}

— O quê?

— Você gosta dele, Lúcia? {Samantha}

Antes que ela respondesse, para surpresa de todos, ele vinha em nossa direção. Lúcia parecia prestes a desmaiar de tão nervosa.

— Boa tarde. Se importam se eu me sentar com vocês? {Davi}

— Senta aí, cara. {Sérgio}

— Imagina, fique à vontade. {Bia}

Fiquei calada. Não o conhecia, e Lúcia estava ocupada demais tentando lembrar como se respirava.

— Davi, você já conhece a Samantha? {Bia}

— Formalmente não. Muito prazer. {Davi}

Ele estendeu a mão com um sorriso cortês. Retribuí o sorriso enquanto dizia que o prazer era meu.

Como se estivesse esperando exatamente essa oportunidade, ele disparou uma sequência de perguntas nada sutis.

— Você está gostando de trabalhar aqui?

— É formada em quê?

— Você é comprometida?

— Tem filhos? {Davi}

— Uau, cara, vai com calma. Acho que ela nem lembra da primeira pergunta. {Sérgio}

Ri nervosamente e brinquei para aliviar o clima.

— Vou abrir uma caixinha de perguntas no I*******m, acho que vai ser mais fácil responder.

Todos riram.

— Desculpa se fui indelicado. Acabei exagerando nas perguntas. {Davi}

— Não tem problema, só brinquei para aliviar a tensão.

— Estou gostando muito da empresa.

— Sou formada em Administração e não tenho filhos.

Sérgio rapidamente se virou para mim.

— Você esqueceu de responder se é comprometida. Não vejo anel… você tem namorado?

Respirei fundo e respondi de uma vez:

— Sou viúva. Meu marido, Richard, faleceu há pouco mais de três anos em um grave acidente de carro.

Todos se mostraram surpresos e ofereceram pêsames. Agradeci rapidamente e, para mudar o foco, perguntei se a Lúcia tinha namorado. Ela engasgou na mesma hora, arrancando risadas de toda a mesa.

Continue lendo este livro gratuitamente
Digitalize o código para baixar o App
Explore e leia boas novelas gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de boas novelas no aplicativo BueNovela. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no aplicativo
Digitalize o código para ler no App