Helena passou a madrugada tentando lembrar.
Victor afirmava que ela estava presente quando Beatriz morreu. Leonor dizia que a menina permanecera longe da cidade. Afonso escrevera que Helena precisava ser protegida.
A verdade parecia estar escondida em algum lugar da infância.
Quando fechava os olhos, Helena via apenas fragmentos:
Uma cortina branca.
O cheiro de remédio.
A voz da mãe dizendo para não ter medo.
Depois, uma mão segurando seu rosto.
— Você está bem? — perguntou Augusto.
Helena abri