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— Fui eu quem entregou Dário a Artur.

As palavras atravessaram o quarto como um trovão.

Celina levou a mão à boca.

— Amélia…

A mulher sorriu, mas havia tristeza em seu rosto.

— Sim, irmã. Amélia.

Artur empalideceu.

— Você deveria estar morta.

— Eu estive morta para o mundo. Foi isso que você quis.

— Eu procurei você durante anos.

— Mentira.

Amélia levantou-se devagar. O vestido estava coberto de fuligem, e uma cicatriz atravessava seu rosto desde a têmpora até o queixo.

— Naquela noite, você in
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