a manhã seguinte, Dante saiu de casa antes que o sol terminasse de nascer.
Helena fingiu dormir.
Sentiu quando ele se aproximou da cama, sentiu o cheiro limpo do sabonete caro, o calor breve da mão dele tocando seus cabelos, o peso de um beijo demorado em sua testa. Houve um tempo em que aquele gesto teria bastado para aquietar qualquer tristeza. Agora, parecia apenas a delicadeza de um homem que sabia mentir com ternura.
“Eu volto à noite”, ele murmurou.
Helena manteve os olhos fechados.
Dante