“A culpa é uma forma de prisão.” Albert Camus
Helena estava novamente no quintal, entregue a outra tela, enquanto Mabe repousava ao seu lado, entretida com um petisco grande demais para a própria boca. O sol filtrava-se pelas folhas, criando manchas de luz irregular sobre o chão — um movimento lento, quase hipnótico, que acompanhava o ritmo interno dela.
Na tela, uma mulher começava a existir.
Não inteira.
Nunca inteira.
O corpo surgia fragmentado, como se tivesse sido montado e desmontado veze