“Há prazos que fazem nascer obras. E prazos que fazem ruir impérios. No fim, não é o talento nem o poder que decide, é quem aguenta o peso da contagem regressiva.”
Quando Santiago retornou do sobrado, Helena e Pedro acabavam de concluir o treino. O corpo dela ainda pulsava com o esforço, a respiração um pouco acelerada.
Santiago se aproximou, pronto para abraçá-la, mas Helena ergueu as duas mãos, interrompendo-o.
— Não… eu estou toda suada.
Ele segurou os braços dela com firmeza, um de cada lado do corpo.
— Eu não me importo — respondeu com um sorriso fácil. — Também estou.
Helena percorreu o peito nu dele com um olhar claramente aprovador, observando o brilho da umidade sobre a pele.
Pedro pigarreou, percebendo a proximidade crescente.
— Melhor eu sair antes que isso vire uma sessão imprópria para menores — comentou, já se dirigindo à porta. Parou por um instante e acrescentou: — Mas não se esqueçam de que já está quase na hora de sairmos.
Helena soltou um suspiro resignado.
— Ele te