“Há sombras que só precisam de uma fresta para entrar.”
Santiago conduziu Helena por uma pequena trilha de terra até um trecho da fazenda que ela ainda não conhecia. O caminho serpenteava entre árvores altas e áreas abertas, e o vento frio da noite batia suave contra o corpo dela, misturado ao cheiro de mato úmido. Após alguns minutos, ele reduziu a velocidade e apontou à frente.
Ali, no alto de outro mirante, surgia um sobrado em formato de A, todo construído em madeira e vidro, integrado ao verde ao redor como se tivesse nascido dali. As luzes externas realçavam as linhas simples da arquitetura, refletindo nas superfícies envidraçadas e criando uma atmosfera acolhedora e silenciosa.
Helena tirou o capacete devagar, ainda absorvendo a cena, e aceitou a mão que Santiago estendia para ajudá-la a descer.
— Amor… que lugar mais lindo — exclamou, com a voz baixa, quase reverente.
Ele sorriu satisfeito, passando o braço pela cintura dela.
— Imaginei que você ia gostar — disse, orgulhoso.